Programa Sustenta
Tudo o que você precisa para navegar pelos 90 dias.
O Sustenta é um programa de treinamento de 90 dias focado em uma única habilidade: sustentar decisões e processos até alcançar objetivos reais.
Não é curso de conteúdo, não é palestra motivacional, não é terapia em grupo. É um ambiente que empurra pra fazer — não pra sentir. Uma estrutura que substitui a dependência de motivação por um combinado.
Transformar um sonho confuso em objetivos claros, metas possíveis e tarefas práticas. Nada abstrato, nada que dependa de motivação.
Reconhecer os padrões que assumem o volante sem que você perceba — e aprender a não ser refém deles nas tentativas de mudança.
O Círculo de Sustentação existe porque decisão dentro da própria cabeça vira debate e negociação. O grupo cria o combinado que substitui a motivação.
Início: 06 de abril de 2026 · Duração: 90 dias · Formato: Online — encontros diários + Rituais de Expansão semanais com a Juliana
Os 90 Dias
Abril a Junho de 2026
Objetivo: A pessoa ganha clareza total do caminho que vai percorrer durante os 90 dias do programa.
O que será trabalhado:
- O que é um sonho e como transformá-lo em algo concreto
- Qual é o objetivo a ser perseguido durante o programa
- Quais são as metas que compõem esse objetivo
- Quais serão os saltos diários — as ações práticas de cada dia
Objetivo: Compreender as influências do grupo — dentro do Sustenta e na vida — sobre nossas escolhas e nossa capacidade de sustentar.
Temas abordados:
- Crenças que moldam o que acreditamos ser possível
- A influência da família nas nossas decisões
- Possíveis resistências ao grupo e como lidar com elas
- O que é um empate de sonho
Objetivo: Explicar a dinâmica completa dos encontros diários do Círculo de Sustentação — como funcionam, o que acontece em cada encontro e o que se espera de cada membro.
Observação: Os encontros diários acontecem de segunda a quinta-feira, até o final do programa, em horário acordado entre todos os membros do grupo.
Objetivo: Explicar a dinâmica do encontro semanal do grupo e apresentar as funções do líder — como ele atua dentro do Círculo de Sustentação e o que se espera de cada liderança rotativa.
Observação: Os encontros semanais acontecem todas as sextas-feiras, até o final do programa, em horário estipulado por todos os membros do grupo.
Presença da Juliana. O propósito desse encontro é fazer com que os membros do grupo se conheçam, se conectem e se aprofundem uns nos outros — criando a base necessária para que cada pessoa possa tirar o máximo proveito do Círculo de Sustentação ao longo dos 90 dias.
Presença da Juliana. O propósito desse encontro é fazer com que os membros do grupo se conheçam, se conectem e se aprofundem uns nos outros — criando a base necessária para que cada pessoa possa tirar o máximo proveito do Círculo de Sustentação ao longo dos 90 dias.
Sobre a formação dos grupos: Os Círculos de Sustentação foram definidos durante a primeira semana. Se você ainda não sabe a qual grupo pertence, essa informação chegará até você antes dos encontros de conexão.
| Semana | Data | Ritual de Expansão | |
|---|---|---|---|
| 03 | 21 de abril | Criança Interior | |
Objetivo: Fazer a pessoa entender que existe um padrão infantil que está direcionando ela a não sustentar o desconforto — e como esse padrão se manifesta nas tentativas de mudança. | |||
| 04 | 28 de abril | Criança Interior Fechamento | |
Objetivo: Continuação e fechamento do tema Criança Interior. Aprofundamento e integração do que foi trabalhado na semana anterior, com foco em como usar esse reconhecimento para sustentar escolhas com mais consciência. | |||
| 05 | 5 de maio | Sabotadores | |
Objetivo: Fazer a pessoa reconhecer as fugas de áreas que estão bloqueando ela de sustentar suas escolhas — os comportamentos sabotadores que surgem quando o desconforto aparece. | |||
| 06 | 12 de maio | Sabotadores Fechamento | |
Objetivo: Continuação e fechamento do tema Sabotadores. Aprofundamento das fugas identificadas na semana anterior e trabalho prático sobre como responder diferente quando elas aparecerem. | |||
| 07 | 19 de maio | Repetição de Padrões | |
Objetivo: Fazer a pessoa se dar conta do ciclo em que muitas vezes está sem perceber. O reconhecimento desse desconhecido é o que torna possível sustentar escolhas — porque você não pode mudar o que não enxerga. | |||
| 08 | 26 de maio | Autoridade Emocional Condicionada Parte 1 | |
Objetivo: Mostrar como a autoridade emocional condicionada trava a pessoa — ela fica esperando uma autorização emocional para avançar que nunca chega. Olhar para a autoridade condicionada de:
| |||
| 09 | 2 de junho | Autoridade Emocional Condicionada Fechamento · Parte 2 | |
Objetivo: Continuação e fechamento do tema. Aprofundamento do que foi mapeado na semana anterior e trabalho sobre como desenvolver autoridade emocional própria e avançar sem precisar dessa autorização. | |||
| 10 | 9 de junho | Traumas | |
Objetivo: Mostrar como os traumas ao longo da vida influenciam as decisões e as ações que a pessoa toma diante de um projeto — e como esse reconhecimento libera a capacidade de agir de forma diferente. | |||
| 11 | 16 de junho | Reconhecendo o Lado Positivo | |
Objetivo: Trazer o outro lado da moeda. Depois de tanto olhar para o que trava, esse ritual é para a pessoa reconhecer o lado positivo dela — o que ela já tem, o que já construiu e que muitas vezes não está vendo nem usando a seu favor. | |||
| 12 | 23 de junho | Levando o Sustenta para a Vida | |
Objetivo: Consolidar tudo o que foi vivido e aprendido ao longo dos 90 dias — para que a pessoa não fique dependente do programa, mas consiga utilizar de forma autônoma todo o aprendizado a partir do momento em que o Sustenta for finalizado. | |||
Guia do RDS
O que acontece, como funciona e por que existe
O RDS é o encontro diário do seu Círculo de Sustentação — um grupo fechado de 5 a 6 pessoas que se reúne de segunda a quinta-feira, por call de até 15 minutos, no horário combinado entre todos.
Ele existe para manter você conectada com o seu objetivo e com o que você disse que ia fazer. No dia a dia, é fácil se perder, se distrair ou simplesmente se ignorar. O ritual corta isso.
Com o tempo, você para de depender de vontade e começa a operar por estrutura — sustentando o processo mesmo quando não está no seu melhor.
A reunião começa no horário definido com quem estiver presente. O líder da semana abre, faz sua fala e indica quem fala em seguida. Essa pessoa indica a próxima, e assim por diante até todos falarem. Uma pessoa fala por vez.
Cada pessoa tem até 3 minutos. O líder usa timer e interrompe com clareza ao final do tempo. Não há negociação de tempo — isso existe para não abrir espaço para justificativas.
Toda vez que for falar, comece declarando:
- Qual é o seu objetivo
- Quais são suas metas
Fazer isso todos os dias não é repetição à toa — é o que mantém o processo vivo na sua cabeça. Se você não fala, você esquece. Se você esquece, você se perde.
Enquanto uma pessoa fala, o restante do grupo escuta em silêncio — sem reagir, sem comentar, sem aconselhar. O pacto do grupo é: responsabilidade com a vulnerabilidade do outro.
Após a última fala, o líder agradece a presença de todos e encerra a call. Sem rodada final, sem mensagem motivacional, sem conversa posterior.
Depois da reunião: o líder registra a presença e, se houver, os pontapés acontecem no grupo do WhatsApp.
Essas perguntas não são motivacionais — são direcionadas de propósito. Elas organizam sua cabeça em três pontos: realidade → direção → ajuste.
O que eu fiz ontem que me aproximou do meu objetivo?
Não é respondida na segunda-feira.
O que eu vou fazer hoje e como isso se conecta com o meu objetivo?
Existe algum impedimento real que esteja me impedindo de continuar?
Se sim, o impedimento precisa vir acompanhado de uma solução. Se não houver solução, você pode pedir um pontapé ao grupo.
O RDS não é o lugar para explicar por que você não fez, contar história, justificar comportamento, falar como está se sentindo ou pedir ajuda emocional. É o lugar para se posicionar com clareza. Você sai sabendo exatamente o que vai fazer — e sabendo que no dia seguinte tem de novo.
As perguntas de intervenção existem para uma coisa só: impedir que alguém se engane enquanto fala. Entram quando a fala perde clareza, responsabilidade ou ação. Não é conversa, não é ajuda emocional — é ajuste.
Quando a pessoa fala algo genérico, sem ação concreta:
- "vou me organizar"
- "vou correr atrás"
- "vou melhorar isso"
- "O que exatamente você vai fazer?"
- "Onde, quando e em quanto tempo?"
Quando a pessoa fica só planejando, estudando, pensando — e não executa:
- "vou estudar sobre isso"
- "vou me planejar melhor"
- "vou ver como fazer"
- "Você não acha que está só se preparando e não executando?"
- "Qual ação prática você vai fazer hoje?"
- "Por quanto tempo você está pensando em ficar nessa fase de preparação?"
Quando a pessoa traz o problema mas não resolve:
- "não consegui porque fiquei sem tempo"
- "tô travada nisso"
- "Qual é a solução pra isso hoje?"
- "O que você pode fazer apesar disso?"
Regras de uso: A intervenção entra após a pessoa responder as 3 perguntas. Máximo 1 intervenção por pessoa por dia. Deve ser curta e direta. Quem recebe não se justifica — ajusta e, se necessário, pede pontapé.
A liderança rotativa existe para treinar a habilidade de assumir responsabilidade com outras pessoas. O líder da semana é o guardião da estrutura da reunião — cuida do tempo, mantém o foco nas perguntas e garante o cumprimento das regras.
O líder não intervém no conteúdo da fala de ninguém — apenas na forma e no tempo. Para o guia completo, veja a seção Funções do Líder.
Funções do Líder
Como assumir a liderança e sustentar a estrutura do grupo
"Você não pode gerenciar outras pessoas, a menos que consiga gerenciar a si mesmo."— Peter Drucker
- Não reagir a tudo que sente
- Não agir pra ser aceita
- Não fugir quando fica desconfortável
- Não usar o outro pra aliviar o que é seu
- Acha que sabe mais que o método
- Começa a criar regra própria
- Se coloca acima do grupo
- Evita interromper
- Passa pano pra erro
- Tem medo de ser mal vista
Liderança não é sobre você. É sobre sustentar uma estrutura que não depende de você. O líder não carrega pessoas — cria um ambiente onde elas não conseguem se esconder.
Você não precisa se tornar outra pessoa pra liderar. Não precisa ser mais séria, imitar ninguém, forçar estilo. Você sempre vai ser a líder que seu grupo estará precisando no momento.
Manter ordem, ritmo e estrutura.
- Terapeuta
- Acolhedora emocional
- Intérprete
- Criadora de regras
- Mediadora de conflitos
- Aconselha
- Interpreta
- Acolhe emocionalmente
- Media conflitos
- Explica regras no privado
- Pede desculpa por sinalizar limite
- Cria regras novas
- Fala em nome do método
- Duração: 7 dias — turno, não cargo
- Ordem: definida por ordem alfabética
- Substituição: se o líder não puder estar presente num dia, o próximo da ordem assume naquele dia
- Reuniões: via Google Meet — o líder cria o evento no Google Calendar, adiciona os e-mails do grupo e gera o link
- O líder puxa a primeira fala
- Ao finalizar, passa a palavra para alguém do grupo
- Essa pessoa, ao finalizar, passa para outra
- Assim por diante até todos falarem
Timer ativo durante toda a reunião. Quando o tempo for ultrapassado, intervenha:
"[Nome], seu tempo acabou. Você pode finalizar?"
Curto, respeitoso, sem constrangimento, sem justificar. Após intervir, passa para o próximo.
Uma frase, tom neutro, sem explicação, sem debate:
- "Vamos manter o uso do grupo dentro da proposta."
- "Aqui não oferecemos conselhos."
- "Vamos falar a partir da própria responsabilidade."
Após sinalizar: não continua a conversa.
Sinais: menos presença, menos resposta, menos movimento, grupo morno. O líder não avisa que caiu. Aumenta o ritmo:
- Dá mais pontapé — sem deixar ninguém de fora
- Puxa mais gente com perguntas de intervenção
- Reconhece mais as falas
- Não deixa ninguém passar despercebida
Interrompe com respeito e pergunta se pode continuar:
"Você está se sentindo bem pra continuar com a gente aqui hoje?"
Não pede explicação, não abre espaço pro grupo comentar. Comunica à equipe Sustenta: quem foi, o que aconteceu, se foi a primeira vez. Só fato — sem interpretação.
Corta na hora, não deixa uma responder a outra, volta pra pauta ou encerra:
"Pessoal, isso não é conversa pra esse espaço."
Não pede reconciliação, não tenta mediar. Comunica à equipe: quem se envolveu, se foi direto ou indireto, se afetou o clima do grupo.
Responde uma vez, curto, e segue o encontro:
"Isso é parte do Sustenta."
Se insistir, encerra o assunto. Não se justifica, não abre votação, não promete ajuste. Comunica à equipe: o que foi questionado, se foi pontual ou insistência.
- Ausência de 2 dias seguidos na reunião diária — comunica à equipe
- Quebra recorrente (3× na mesma pessoa) — quebra de regra, ignora sinalizações ou desorganiza o grupo — encaminha diretamente à equipe
Ao final dos 7 dias, a função de líder se encerra. Não permanece autoridade simbólica, não há continuidade de intervenção. Liderança aqui é turno, não cargo.
Ritual Semanal de Sustentação
O encontro semanal do Círculo de Sustentação
Durante a semana, você executa. No Ritual Semanal de Sustentação, você entende o que está construindo.
Se você só faz e não enxerga, o cérebro não registra avanço. Quando você nomeia o que fez, o cérebro entende que houve progresso, associa esforço com resultado e libera recompensa interna. Isso aumenta a chance de continuar.
- Base — as 3 perguntas: O que você fez · O que vai fazer · Se existe algum impedimento e o que vai fazer a respeito
- Consciência pessoal: "Você se agradece pelo quê essa semana?"
- Reconhecimento do grupo: "O quanto o grupo tem te ajudado?"
A segunda e a terceira pergunta não são bajulação. São consciência de apoio. Quem reconhece o suporte que tem treina o cérebro para ver recurso, ver suporte e sair da lógica de falta.
O Pontapé
A interferência que encurta caminhos
O pontapé é uma interferência simples, direta e no momento certo que muda o rumo do dia de alguém. Ele não é grande — mas encurta caminho.
Existe para tirar a pessoa da inércia, acelerar uma decisão, mostrar um caminho que ela ainda não viu, antecipar soluções que demorariam mais tempo para encontrar sozinha — e conectar pessoas, recursos e oportunidades dentro do grupo.
Sem ele, a pessoa fica pensando e parada, tentando sozinha, demorando para chegar numa conclusão que poderia vir em minutos.
O pontapé não é motivação, não é acolhimento emocional, não é conselho genérico e não é conversa. Se não muda o comportamento ou não gera ação, não é pontapé — é ruído.
Dentro da Reunião Diária, você pode fazer um pedido direto: "Queria pedir um pontapé hoje pra me ajudar com tal ponto." O pedido nasce de uma necessidade real e o pontapé é conscientemente direcionado.
Você percebe que tem algo a contribuir que vai alavancar a outra pessoa e oferece. "Eu tenho uma pessoa pra te indicar. Vou te passar o contato e você conversa com ela."
Onde acontece: sempre no grupo do WhatsApp. Nunca no privado. Nunca durante as reuniões.
O que toca uma pessoa frequentemente toca outras. O grupo é campo vivo — o aprendizado é coletivo.
- "Você experimentou meditar para conseguir se regular melhor?"
- "Já buscou esses leads pelo LinkedIn?"
- "Já buscou alguma IA pra te ajudar com isso?"
- "Vou te mandar uma IA que uso e que pode te ajudar com isso."
- "Vou te indicar um médico que é muito bom pra essa sua questão."
- "Eu faço esse trabalho. Podemos marcar uma call para conversar."
- "Meu pontapé hoje é para a Lara. O pontapé que ela me deu semana passada me destravou. Obrigada!"
Todas no grupo podem dar pontapé. Não é uma função hierárquica — é uma função cultural. Gera corresponsabilidade, fortalece alianças, dissolve passividade e constrói pertencimento real. Ninguém é só receptora. Todas são campo ativo.
O pontapé é dado quando você sentir que é oportuno — a qualquer hora do dia, no WhatsApp do grupo.
O tom é direto, simples e honesto — sem discurso motivacional, sem frases prontas, sem teatro. Não precisa ser bonito. Precisa ser verdadeiro e funcional.
Gravações
Acesse as gravações dos encontros ao vivo